Há tempos a questão do casamento me perturba, e após ver (por meio de imagens) a alegria manifesta da minha amiga Rê Rolim Prudente e descobrir algumas peculiaridades especiais e únicas acerca de seu casamento esta ideia casamenteira me toma, de novo, por completo. Confesso que não sou uma pessoa “fácil”, e dificilmente encontrarei alguém insano o suficiente para querer dividir sua vida comigo, mas sigo em frente na expectativa de uma vida em comum ao lado de um homem que eu ame e que me ature.
Relembro antigos relacionamentos e tenho convicção que perdi duas excelentes oportunidades, mas eram as pessoas certas (mas nem tanto) no momento inadequado.
Aprendi com eles a ter crença no casamento, esta instituição que dizem falida e fora de moda; mas quero e vou casar – otimismo ajuda.
Estou disposto a tentar unir meu complexo universo ao modo de vida do outro, mesmo com os dissabores que estão por vir. Mas quem disse que seria fácil? É evidente que encontrar a alma gêmea, príncipe encantado, tampa da panela, metade da laranja, sapato gasto para meu pé cansado seria encantador, mas consciente da minha balzaquiana situação e da racionalidade minha sei que o ser amado é humano. Ele até pode ser lindo, fofo, inteligente e bem humorado, todavia terá defeitos, manias, medos, vontades, histórico pregresso de relacionamentos, e o pacote completo e complexo de qualquer pessoa comum – não idealizada. E que venha a realidade então.
Mas para embarcar na aventura chamada casamento é necessário (obsessão crucial e irreversível) um personalizado ritual, acho lindo o ritual casamento e já desenhei o meu na minha cabeça pensante e confusa. Não conto detalhes para não estragar a surpresa, quem sabe você está na minha lista de convidados? Já tenho uma pré-lista das pessoas que vão estar comigo nesse momento de realização, os padrinhos e madrinhas também já estão pré-definidos. Vai haver água, a água será testemunha da minha união, e meus pés estarão descalços; mais não divulgo!
E enquanto eu não esbarro no ser amado, aquele que estará de mãos dadas comigo no grande dia eu vou me ocupar em produzir o roteiro detalhado do casamento meu, para facilitar o cerimonial e, quem sabe, adequar às necessidades e vontades do outro. Discutiremos juntos qual será a música do nosso casamento, ansioso para saber quais serão as músicas, que segundo ele, combinam com o nosso amor. É, o gosto musical tem de ser minimamente compatível, senão não caso. Já pensou ele ser fã de dupla sertaneja, funk carioca ou banda Calypso e afins? Melhor nem pensar.







