Mostrando postagens com marcador palmeiras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador palmeiras. Mostrar todas as postagens

15 dezembro 2011

Fantasia sexual, uma segunda chance

Fetichismo, cada um e todo mundo tem sua pequena caixa de fantasias sexuais, seja a simples predileção por pés ou mesmo inomináveis, ou não, distúrbios.
Quem nunca desejou dar, ou levar, um tapa na cara que levante a mão – todos somos um tanto culpados, e há culpa?
Em uma qualquer e incerta madrugada, de tempos idos, fantasiei com um desconhecido e sua
camisa de time, desejo não saciado e a imagem até então a me perturbar, acompanhar-me em insones e em riste noites. Eis que em uma esquina, sempre há esquinas, uma troca rápida de olhares e uma verde camisa a cobrir o peitoral que desnudei.
Meu pescoço a se contorcer acompanhando o torcedor do Palmeiras, ele também me procura, mas diante das incertezas e descaminhos da madrugada sigo em frente, não sem antes o perder de vista.
O desejo naquele rosto quase infantil cresceu com a impossibilidade gerada por nossos itinerários contrários, mas ao dobrar uma outra esquina ele reaparece. Deus e/ou o diabo moram mesmo nos detalhes e aquela camisa do Palmeiras inviabilizava qualquer negativa minha.
Não bastasse a camiseta, que tirei do seu corpo em momento apropriadíssimo, ele também era lindo. O tipo de beleza não-óbvia que tanto me faz suspirar, um rosto de menino com linhas fortes e um olhar de homem que já viveu algumas das dores do mundo.
O pau, peitos, barriga e aquele gemido contido. As mãos dançando em meus braços e nuca, intimidade e carinho igual ao de casais que se reencontram depois de uma partida. Não, não éramos apenas estranhos a saciar nossos desejos, mas o objetivo das fantasias sexuais é o gozo, não cabe expectativas neste acordo de cavalheiros – talvez mais 15 minutos eu me aventurava a iniciar um laço, mas o que me pertencia de fato era a fantasia, agora realizada.
Inebriado, absorto, senti-me prostrado ao meu desejo ao ver aquela camiseta alviverde de poliéster se perdendo, de vez, na esquina da minha casa.

23 abril 2009

Quando surge o alviverde imponente

É evidente que meu interesse pela paixão nacional Futebol é apenas pelo fato de esta ser pauta presente nas rodas masculinas; eu não sou bobo de falar com eles sobre novela das 21 horas, moda, concurso de miss, carnaval ou outro assunto mais interessante para eu e estrangeiro para eles.
Mas ainda na pauta futebolística esclareço que não tenho objetivo de torcer ou palpitar resultado. A questão é que algo em mim pulsa quando eu vejo uma camisa do Palmeiras – nada contra os outros times, por favor.
Este desejo impulsivo ocorre desde que eu encontrei um cara vestindo a verde camisa, nada de extraordinário um tipo bem comum, mas o palmeirense olhava profundamente e não deixava dúvidas acerca do que queria.
Pronto, não mais posso ver alguém com a camisa do palmeiras que logo a libido é despertada e nem sempre, ou quase nunca, o desejo inicial é sustentado. Mas tenho medo das horas críticas, algo nomeado como “10 para as 04”, momento em que a classificação para parceiros é Livre, e como dizem os meninos: “Urubu é frango”.
Vontade é para ser satisfeita, e estou eu perdido numa final de campeonato entre Corinthians e Santos, procurando desesperadamente pelo dono de uma camisa verde que sacie o meu desejo, nada vegetariano e totalmente carnal.
Se o verde é esperança e a minha está na U.T.I mas sei que não morre o que faço é esperar pelo próximo jogo para quem sabe fazer um golaço e acalmar a torcida que habita em mim e causa arrepios quando vê e apenas vê uma camisa alviverde.