Mostrando postagens com marcador cerveja. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cerveja. Mostrar todas as postagens

05 dezembro 2009

Vai jogar vôlei hoje?

Depois de quase sermos expulsos pela vizinhança de um meu amigo resolvemos manter a tradição de jogar vôlei, jogar é força de expressão já que tecnicamente poucos têm alguma qualidade, o que fazemos mesmo é brincar. O local escolhido para as partidas é a praça principal do bairro, e claro que o vôlei é sensação nas quentes noites que antecedem o verão.

Muito do sucesso se deve aos “atletas”, gente estranha, mas bem intencionada: Gays, héteros, indecisos, rachas, menininhos, vegetais, alienígenas e afins. Tudo misturado e com certa homogeneidade na quadra (figura de linguagem), e nas cercanias gente assistindo ao “espetáculo”, outros fingindo não ver e uns tantos tentando se fazerem vistos.

A tradição do vôlei de asfalto teve início há uns 10 anos, isso mesmo 10 anos, e de tempos em tempos nós estendemos à rede e brincamos, sem preocupar-nos com os que os outros pensam ou dizem, e muitos falam e praguejam contra a alegria e liberdade dos jogadores.

Até entendo, afinal poucos têm coragem de fazer algo divertido sem se preocupar com o que os ditos “normais” pensam. E não só das partidas se resume o vôlei nosso: cerveja – às vezes, brigas - cotidianas, fofocas – comentários opinativos acerca de fatos, e galinhagem – já é um vício nosso, completam o incomum evento.

Fora da quadra, eu perderia uns 40 minutos com pelo menos uns 07 que circundam os jogos, já na quadra não saio do empate em 0 x 0, apesar de ser fã de um menino, 17 aninhos, lindo, magrelo, branquelo, bem humorado, baixinho, hiperativo e péssimo jogador. Se eu tivesse alguns anos a menos ou ele a mais com certeza me apaixonaria, mas não tive filhos para não ter responsabilidade de criá-los, logo não vou criar o dos outros. Não me apetece ninfetinhos, lolitos, anitos e afins...

Homem já é complicado, sem experiência de vida é impossível, mas o menino é uma delícia – não posso negar.

E para fechar o set, afirmo que minhas mãos até doem de tanto maltratar a bola, meu humor às vezes oscila, meus pés ficam sujos e escuros, minha face brilha com o suor, mas o sorriso no fim de cada noite de vôlei é sempre presente.

17 maio 2009

A festa do Gordo

China, Tuza, Kiko, Melão, Bibãozinho, Dái, Dedê, Tião, Nego, Róbi e Fininho. Não, não é a contagem de detentos na cela de alguma penitenciária, os epítetos são todos reais e seus respectivos donos estavam na festa de aniversário do Gordo. O Gordo é uma figura típica – acima do peso, alegre, tem teor de álcool elevado nas veias, inocente e aberto a pequenas ilusões; pronto os membros do clube “Amam beber, detestam pagar” sempre estão em sua companhia. Conheci o aniversariante, é claro, em uma mesa de bar. O cara é gente boa mesmo, sabe conversar, tem bom humor e não extrapola os limites, quem o conhece fala sempre bem dele.
Numa quarta-feira, dia comum e útil, a movimentação começou bem cedo, som em altíssimo volume tocando forró que não toca em rádios e claro, cerveja. Até este momento a lua não dera ainda o ar de sua graça, mas a diversão sim.
Imbuído de um sentimento de solidariedade resolvi, junto à minha comitiva oficial, desejar feliz aniversário ao Gordo. Isso, é claro, após ele ter ido nos buscar pelo pescoço, mas cheio de gracejos e lisonjas.
Eu e o Fabi fomos nos enturmando, adentramos à cozinha e lá estabelecemos nosso ponto fixo, o escolhido cômodo é o epicentro da repercussão do que está acontecendo e estrategicamente caminho obrigatório para o banheiro.
Após algum tempo de intenso trânsito no local saímos à rua para saber o que acontece do lado de lá, onde estão nossas amigas. Todas já bêbadas, saltitantes e alegres em companhia de um rapaz que ostenta um chapéu igualzinho do personagem Chaves, uma balzaquiana viciada em “Gardenal” e uma novata com seu filhinho de aproximadamente 1 ano de vida no colo.
Uma de minhas amigas até encontrou companhia para o restante da noite, incentivado pelas muitas caipirinhas e outras tantas cervejas, boa-sorte é o que desejei. Antes de ir embora ela pergunta: “Será que ele é gay?” Enfim...
O relógio de algum celular alerta, já são 02 horas e 40 minutos e o som continua altíssimo, alegria geral, gente dançando no meio da rua e um carro vira a esquina.
O prefixo da viatura não anotei, mas os policiais até que foram simpáticos com aqueles que defendiam o Gordo, afinal ele é a alegria da rua, como esclareceu a Lili ao policial, coincidentemente um amigo seu de bar.
Foi solicitada a diminuição do volume do som, e os policiais foram embora após atenderem tão importante ocorrência fruto de uma ligação misteriosa. Sem tanto barulho, a festa continuou e todos os presentes foram categóricos: “Se fosse levar o Gordo tinham de levar todo mundo”.
Até poderíamos continuar a festa na delegacia, mas sem perder a alegria e apostando no “bolão” que visava acertar quem foi o autor da ligação ao 190.

19 março 2009

A saideira, ou será a caideira?

Após um longuíssimo período longe das bebidas alcoólicas (por motivos gástricos) resolvi que era hora de voltar a me embriagar, de leve, era a intenção.
Mergulhei fundo no copo de cerveja e senti os benefícios de estar alcoolizado – melhor dizendo, BÊBADO.
Tinha esquecido como é divertido e prazeroso sentir o álcool, pouco a pouco, invadir o corpo, a mente e alterar a percepção das coisas. O mundo fica mais colorido, os homens mais bonitos e o som da minha voz ainda mais alto, sem contar as risadas mais freqüentes – sim isso é possível.
Em minha atual incursão no mundo etílico jái pelo menos uns 7 dias de entrega total, uma maratona diária de pelo menos umas cinco horas em companhia de muita cerveja.
Um dos argumentos de que a alegria etílica facilita as relações humanas eu confirmo com veemência, mas as questões afetivas e provável queda no nível de critério para novos parceiros comigo não funcionou.
Mesmo já lânguido e sinuoso nos movimentos eu continuei firme e forte nos meus propósitos mais íntimos, ainda não chamei urubu de meu louro e urubu também não virou frango.
Uma gelada é realmente fonte de prazer e estar em comunhão com os bêbados amigos é muito bom, afinal você está desequilibrado como os outros e qualquer vacilo tem uma conhecida justificativa.
Bebo mesmo é parar ficar bêbado, nada de beber socialmente.
O negócio é se entorpecer e sentir que o controle não mais está todo em suas mãos existem outras boas mãos, talvez guiadas por Dioniso/Baco.
O desconforto gástrico não mais faz parte da minha rotina ébria (até quando?), enquanto isso se for beber enche logo meu copo e vamos brindar porque beber sem brindar é um ano sem dar.
E para a bebedeira ser de primeira, de acordo com os preceitos notívagos meus, tem de acontecer em pelo menos dois tempos e uma prorrogação, é claro em bares diferentes que é para analisar a temperatura da cerva e também da macharada.

12 março 2009

Não basta ir ao Bar da Fava, tem de dançar “Na boquinha da garrafa”.

Confesso que tinha certo fetichismo em ir ao famigerado Bar da Fava, localizado no bairro Cachoeira, e como vontade é algo a satisfazer estou satisfeito.
É necessário elucidar que a Fava é um ambiente nada familiar conhecido por oferecer noites de forró, gente de estética diferenciada e, claro, cachaça.
O forró eu não ouvi, pois na noite em que resolvi ir a programação era o tão presente em minha rotina samba.
A saga rumo a Fava começa com dois caras gays (eu um deles) duas mulheres (na fase dos 30) e um homem recém-separado de seus vinte e poucos anos, todos fazem a peregrinação rumo à diversão de maneira ecologicamente correta – a pé.
Travessas do Morrinho I, cliclovia, semáforo e Av. Trancredo Neves tudo na maior alegria etílica. Dando as boas-vindas nada mais nada menos que uma figura de alcunha “Coelhinho do mal” e sua cúmplice “Ronaldinha”, por motivos de economia prefiro não me estender nesses personagens.
Enfim a elevação, subo uns três degraus e a animação aumenta no ritmo que avistamos o público masculino, sim estou dentro do caldeirão chamado Fava.
A macharada é um capítulo a parte, tem pra todos os gostos: amigos, conhecidos, novinhos, feios, bonitos, casados, maloqueiros, boleiros, divertidos, arrumadinhos, negros, branquelos, de boné, braçudos, sem camisa, funkeiros, sambistas, bonitos, cheirosos, estranhos, etc.
Cerveja no copo, cerveja na boca e a alegria toma conta do grupo, todo mundo muito a vontade.
Samba no pé e no gogó, mais cervejas, alguns conhecidos e a diversão é ímpar. Dancei, galinhei, me esfreguei (não fui o único) e fiz a social na maior naturalidade, me senti local. Gente suada e muita risada, eis que resolvem tocar um hino dos anos 90 – “boquinha da garrafa”, em qualquer outra ocasião no máximo um sorriso amarelo e a sensação de um dia ter compactuado com aquela inspirada letra, mas na Fava é diferente e então eu e todo mundo desavisadamente dançamos no gargalo da garrafa em um misto de reminiscência feliz e liberdade libertina.
Mais não conto, é necessário passar pela experiência para sentir a transformação em seu espírito baladeiro/bagaceira, mas afirmo que depois da Fava você não mais será o mesmo. Muda a ótica de como se integrar e se entregar.