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01 janeiro 2010

Quem sou eu?

Aceitei o desafio. Responderei, de acordo com minhas preferências, a capciosa pergunta: Quem eu sou?

Sou noite, sua lascívia, medos, mistérios e possibilidades; sou as cores de Almodóvar, os dramas, o humor e a responsabilidade de assumir seu modo de ser, por mais ridículo que seja. Rosas vermelhas, cuecas brancas, olhos cor de tempestade e a transparência da água. Água que corre, transforma-se e invade seja com força, persistência, delicadeza ou mesmo por sina.

A mágica presença e sedução de Marilyn Monroe, afinal o pecado mora ao lado, e também sou o caminhar de Gisele nas passarelas junto às comédias de Veríssimo.

Não sou Natal, sou muitíssimo Carnaval e sua alegria, sons, formas, desejos, batucadas, o pierrô triste a colombina assanhada e o arlequim quase malandro. Sou o salto da sandália da cabrocha pisando forte a avenida.

Machadiano eu sou, e também d’Alencar: os olhos oblíquos, os lábios de mel, a inocência de Peri, o amor da cortesã, e também não transmitirei a nenhuma criatura o legado de minha miséria. Tenho em mim muitos, assim como Pessoa – o lusitano Fernando.

Música eu sou. Ana Carolina, Maria Rita, Marisa Monte e também Madonna; sou as canções que você fez para mim Renato. Sou Russo, legionário apaixonado, intenso e um pouco italiano; e tenho o nome mais bonito.

Leite quente com Nescau, pizza marguerita, ameixa, pão com muita margarina, batatas, macarrão; nenhum alho ou cebola, mas muito pirulito - sou esses sabores. Confortável e casual como chinelos “Havaianas”, sou rabiscos aleatórios, dedo na boca e pensamentos soltos, sofá da sala e almofadas, borboletas adejando e beija-flor sou eu também. Sou diálogo intelectual, discussões e conversa jogada fora, sou risadas bobas, maldades verbais e moedas do bolso ao chão, edredons até mesmo no Verão – que também sou. Fernanda, Lili, Simone (tia), Carine, Vivian, Tuca, Inajara, Cida, Fabrício, Angélica, Rodrigo, Fabiano, Flávia, Tonis, Diego e tantos outros amigos, sou vocês também.

Sou um pouco de tudo e um muito de nada, mas faço da minha vida um exercício de “ser” e não “parecer”.



05 março 2009

Amigos, carnaval na TV, bebidinhas e o sereno da madrugada


Calor de salgar
o corpo, a buzina apressada do meu amigo Fabiano anuncia: “Se joga!”, assim começa a noite.
Após uma passagem rápida pelo supermercado, cada corredor parecia trazer as últimas novidades gastronômico-tecnológicas, enfim suportei o entusiasmo do Fabi e a demora da operadora do caixa.
Entre um produto e outro a ideia de regar a noite com tons etílicos a fim de animar nosso amigo Tuca.
A mesma r
otina, o banho rápido comer algo e ir ao evento na casa do Fabiano agora com duas novas convidadas, a Lú e a Lili – NITROGLICERINA esse quinteto.
Antes de inic
iar o ritual do macarrãozinho surgem Tuca e Fabiano, a conversa afiada começa e já diverte.
Com os ponteiros do relógio já passando das 00 horas, enfim a Rua
e com ela pequenos encontros fraternais, algumas discussões político-sociais e a boa vontade de sempre.
Na esquina estão todos juntos, vamos
ao evento em que o acaso nos brindou com a transmissão do Carnaval de Guarujá – comentários, risadas e planos para 2010.
Nem bem chegamos recepcionados pelo calor abafado da sala as rachas se lançam à mesa e destroçam um outro macarrãozinho (Barilla porque qualquer coisinha na cozinha tem de ter um ar especial para o Fabi).
Uma criança passeia entre a sala e o PC, confesso que o calor aumenta!
Entre um gole e outro de Jurupinga muitas risadas, e só para enfatizar uma pequena diferença a ala da testosterona bebe um vinho (ótimo e altamente embriagante) em exclusivas taças, que foram trazidas no balanço da motocicleta confortavelmente embaladas com sete sacolas, para espanto da mesma operadora de caixa.
É muito prazeroso contar com pessoas tão bem humoradas, muitas vezes inteligentes e acima de tudo comprometidas em passar bons momentos juntos, vocês são foda!
Mas o programa tava muito “família”, colocamos a Lili para dormir, afinal alguém tem de trabalhar cedo, e nos jogamos para o happy end no Zueira, mas aí já é outra história, outro contexto, melhor deixar pra lá.

*Nota sobre o frisante “Salton Lunae”
Brilhante, com coloração rosado claro. Leve desprendimento de finas borbulhas com formação de espuma branca. Aroma de flores brancas, rosas, frutas como cereja, morango, framboesa e frutas cítricas. Seu sabor é agradável, com boa acidez e cremosidade.

*fonte vinícula Salton.