Gosto de ler. É uma atividade cotidiana que me proporciona muito prazer; e cada livro, capítulo, página, parágrafo, palavra sacia um desejo não apenas intelectual, mas também emocional.Os livros fazem parte da minha vida, e nossa relação caminha rumo ao “felizes para sempre”.
E a fidelidade não é relevante, pois também leio revistas (mesmo as já lidas e antigas), jornais, panfletos evangélicos, bulas de remédio, camisetas e claro o vasto material publicado na internet.
Sou um estranho ser que lê, mesmo diante do estranhamento da maioria e o pouco incentivo à prática. Com relação aos livros – já foram muitos a me acompanharem – há rituais que exerço tais como o de nunca, de maneira alguma, pausar a leitura antes do término do capítulo, em respeito à ideia do autor e ao recorte editorial.
Antes de iniciar um novo livro é necessário abrir uma página aleatória e ler ao menos dois parágrafos – para sentir o livro. O fator climático também é determinante, pois se a chuva lá fora inunda as ruas e bueiros eu mergulho ainda mais fundo nas páginas impressas.
Mas se o sol brilha, e tenho tempo livre, eu sento sob sua luminosidade e a luz do texto junto ao sol me abrem os olhos e a mente.
Não bastasse o prazer da leitura em si, muito me atrai as relações dos outros com este meu hábito, e os questionamentos são cômicos: “Nossa, você gosta de ler?”, “Você vai ler esse livro inteiro?”, “Quantas páginas? Tudo Isso?”, “Estudando né?”, e por aí segue.
Sinto-me um ser estranho ao mundo; é como se todos falassem em uníssono: “Como pode ele gostar de ler?”.
Não poucas vezes, enquanto descanso os olhos já cansados, percebo os olhares de estranhamento; e muitas vezes fantasio uma pequena multidão em minha volta, apontando o dedo e fazendo comentários surpresos como se eu acompanhado do recente livro fossemos uma ave rara, um extraterrestre ou um ser encantado. E nesse momento de fantasia, acuado pelos acusatórios olhares, eu entro dentro do livro e retorno para um mundo encantado em que não é estranho e sim comum ser um ser que lê.
Antes de iniciar um novo livro é necessário abrir uma página aleatória e ler ao menos dois parágrafos – para sentir o livro. O fator climático também é determinante, pois se a chuva lá fora inunda as ruas e bueiros eu mergulho ainda mais fundo nas páginas impressas.
Mas se o sol brilha, e tenho tempo livre, eu sento sob sua luminosidade e a luz do texto junto ao sol me abrem os olhos e a mente.
Não bastasse o prazer da leitura em si, muito me atrai as relações dos outros com este meu hábito, e os questionamentos são cômicos: “Nossa, você gosta de ler?”, “Você vai ler esse livro inteiro?”, “Quantas páginas? Tudo Isso?”, “Estudando né?”, e por aí segue.
Sinto-me um ser estranho ao mundo; é como se todos falassem em uníssono: “Como pode ele gostar de ler?”.
Não poucas vezes, enquanto descanso os olhos já cansados, percebo os olhares de estranhamento; e muitas vezes fantasio uma pequena multidão em minha volta, apontando o dedo e fazendo comentários surpresos como se eu acompanhado do recente livro fossemos uma ave rara, um extraterrestre ou um ser encantado. E nesse momento de fantasia, acuado pelos acusatórios olhares, eu entro dentro do livro e retorno para um mundo encantado em que não é estranho e sim comum ser um ser que lê.